Studio
Ghibli é um estúdio de animação japonesa, fundado em 1985 por Hayao Miyazaki,
Isao Takahata e Toshio Suzuki. Até hoje já foram produzidos mais de 20 filmes
de animação, sendo Heidi Arupusu no Shojo Haiji de 1974, um dos primeiros.
Anos
depois, o estúdio acrescentou em sua lista de maiores sucessos: Tumulo dos
Vagalumes (Hotaru no Haka - 1988), considerado uma das melhores animações com
tema de guerra, A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi - 2001) que
ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2002, além do Oscar de Melhor
Animação em 2003, sendo ele o primeiro e único a ganhar um Oscar de Melhor
Animação com língua estrangeira.
Outros
filmes conhecidos pelos fãs são: Princesa Mononoke (Mononoke-hime - 1997),
Da Colina Kokuriko
(Kokuriko-zaka Kara - 2011), Ponyo
- Uma Amizade que Veio do Mar (Gake no Ue no Ponyo - 2008), Meu Vizinho Totoro (Tonari no Totoro - 1988), ) O Castelo Animado (Howl no
Ugoku Shiro – 2004), O
Serviço de Entregas da Kiki (Majo no Takkyūbin - 1989), As Memórias de Marnie
(Omoide no Marnie - 2014) e O Castelo no Céu (Tenkû no Shiro Rapyuta - 1986),

Nossa
proposta inicial é divulgar a grandiosidade do estúdio para todos os públicos. Pretendemos
chamar a atenção tanto do público infanto-juvenil quanto o adulto, mostrando o
porquê de o estúdio Ghibli ser considerado a Disney japonesa.
Com
a mostra, serão apresentadas e discutidas as diferenças entre as animações
americanas em relação às japonesas do Studio Ghibli. Podendo ser notado os
principais pontos como a animação clássica que foi utilizada na Disney nos
primórdios do estúdio, mas se adaptaram para as novas tecnologias como o 3D,
enquanto a Ghibli continua forte com a animação clássica – sendo muitas vezes
desenhada pelo próprio Hayao Miyazaki.
Outro ponto importante é a diferença no estilo de desenho; a Disney opta por traços
de cartoons bastante caricatos, tentando criar um “mundo perfeito” com
personagens únicos e marcantes. Já o Studio Ghibli utiliza um traço mais
realista mostrando um Japão (cenário dos filmes) rico em detalhes e personagens
mais ‘comuns’.
Em relação às histórias dos longas-metragens, temos a Disney e sua busca pelo ‘mundo
ideal’. Onde há sempre o protagonista bom, que é injustiçado por um vilão, seguido
pela grande luta entre o bem e o mal. Terminando com o famoso “felizes para
sempre”. Enquanto os Studios Ghibli mostram que a verdadeira luta dos
protagonistas é contra os seus próprios medos e defeitos. E mesmo que haja um
vilão, a vitória vem da superação do personagem e nem sempre pode se esperar o
final feliz.
As histórias da Ghibli vêm sempre com muita magia e com criaturas fantásticas como o aclamado Totoro, além da presença de bruxas, feiticeiras e magos. E em sua maioria a magia é comum no mundo em que os personagens vivem.
Os protagonistas vivem problemas corriqueiros como a baixa estima que aparece na personagem Sophie, em Castelo Animado ou falta de motivação, como é apresentado na personagem Kiki, de Entregas de Serviços da Kiki. Estes problemas são os verdadeiros ‘vilões da história’ e só se resolvem quando os heróis enfrentam seus medos.
E eles sempre têm bons amigos para ajudar nestes momentos de dificuldade. Este é um dos pontos mais bonito das histórias da ghibli. O estúdio sempre visa a amizade como a maior força do protagonista. Mas isso não quer dizer que não haja antagonista, porém eles também aprendem com o personagem principal a enfrentar seus problemas e muitas vezes acabam se tornando pessoas boas.
Outro
ponto nas histórias são as guerras japonesas, tema que está presente em muitos
filmes. Devido ao fato de o Japão ter vivenciado estes períodos, fez com que os
diretores do studio adotassem essa temática. Ela está bem presente no filme
Tumulo dos Vagalumes que conta a história de dois irmãos que viveram na época
da segunda Guerra. A animação mostra todas as dificuldades que a guerra traz às
vitimas - principalmente a dois irmãos órfãos - com um clima pesado, O objetivo
do filme é único, mostrar a realidade sem florear por se tratar de uma animação.
E isso se torna uma marca do estúdio, uma vez que eles passam as mensagens do
filme para incomodar o publico e gerar o desconforto com a realidade cruel que
os personagens passam, mas que são exatamente as que vivemos.
Quanto
a técnica de animação, como já citado acima, o Studio segue firme com a
Animação 2D clássica, que são os desenhos feito a mão para depois serem
animados. O estilo dos desenhos segue um realismo que tem o objetivo de captar
detalhes em suas animações da visão do Japão com detalhes frequentes, como
pingos de chuva, poças d’água e trens, possibilitando assim perfeitos cenários
e ótimas fotografias dos filmes.
A
trilha sonora é composta em sua maioria por Joe Hisaishi que produz um
excelente trabalho fazendo com que as musicas complementem a cena e emocionem
os espectadores. Os planos de fundo musicais do Studio Ghibli são, em maioria,
marcantes e, como uma cereja no topo do bolo, dão o charme e o acabamento às
maravilhosas obras de arte.
E
é todo esse diferencial que fez necessário uma mostra onde público alvo são as
crianças, os jovens e os adultos apaixonados por animação, por animes (desenhos
orientais) e principalmente por fantasia, magia e pelo fantástico mundo que só
aquele bom desenho pode nos trazer.
E
para expandir ainda mais estas obras, foi concluído que sua realização teria
que ser em um local que atingisse nosso público-alvo, tanto quanto quem ainda
não conhece as obra do estudio. Por isso a mostra será apresentada em cinema a
céu aberto na Praça da Liberdade, com localização próxima a estação do metrô.
Quanto mais pessoas forem atingidas, e conhecerem o Studio Ghubli, maior será gratificante para nós. E assim, sairemos
com a sensação de missão cumprida.
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